=X= Fox Lady =X=
A raposa que perdeu a linhagem e decidiu ir em busca de seu Caminho. Impetuosa, partiu rumo as Terras Ancestrais e lá começou a viver suas grandes aventuras, conhecendo o seu destino.






=X= Espírito do Lobo =X=
Amigo do Outro Mundo que vaga sorrateiro, quase sem nenhum olho ver, sempre vigilante e disposto a procurar o caminho.

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HANAMI

Nunca fui de fazer muitos amigos por ser muito reservada mas sempre encontrei pessoas maravilhosas na minha vida. Uma delas se chama Tsun, um cara de Mianmar, um pas asi疸ico. Ele era presidente da associa鈬o de estudantes daqui, chamada de HUISA (Hokkaido University International Students Association). Esse ano ele tem que se dedicar ao doutorado e por isso n縊 pode mais levar a dire鈬o a frente... o que uma pena pq o cara super comunicativo e possui muitos contatos com v疵ias institui鋏es do Jap縊. E a esses contatos que eu devo uma boa parte das minhas viagens e reunies aqui no jap縊. Toda vez que algo acontece ou aparece o tsun sempre me liga e eu sempre vou. A ltima foi domingo, fomos fazer o que os japoneses chamam de "hanami", que quer dizer literalmente "ver flores". Sabe aquela imagem que todo mundo tem da japonesinha de quimono e o carinha de roupa tradicional, embaixo das cerejeiras na primavera, olhando para a natureza e refletindo sobre ela? Isso j era... o que eles querem agora uma mistura de piquenique de famlia regada a muita cacha軋. Muita mesmo! Eles bebem horrores, fumam horrores, comem horrores (e continuam mag駻rimos) e vivem at 100 anos. Inacredit疱el.

 

Fomos com um grupo chamado de "House friendship", liderado por um padre catlico alem縊. ele organiza reunies para estrangeiros, para reclamar, ajudar, desabafar, afastar um pouco a saudade de casa, essas coisas. e ele um amor de pessoa. Isso tudo ele faz de gra軋, com nibus prprio e tudo mais. Samos daqui em dire鈬o a Bibai, uma cidade a uma hora e meia de onibus. O padre adora msica mexicana e ele sempre coloca no nibus, faz a gente se sentir dentro de um filme mexicano pq junta o onibusinho velhinho e o fundo musical pra deixar um clima todo especial. E pela primeira vez depois de seis meses eu pude andar de janela aberta, levando vento na cara (apesar da cara feia do povo pq estava fazendo um friozinho - detalhe, com direito a gente que nunca escova os dentes e fedendo a suvaqueira, n縊 dava pra andar de janela fechada messssmooooo).

o resultado da visita a Bibai eu traduzo em fotos...



 Escrito por foxlady às 06h21
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 Escrito por foxlady às 05h08
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 Escrito por foxlady às 05h06
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E FINALMENTE SE FEZ A PRIMAVERA

Aps dias frios (que ainda continuam frios) a primavera chega, com todo o seu explendor. Aqui, com o smbolo m痊imo da primavera japonesa, as flores de cerejeira. Lindas, rosa-p疝ido, elas chegam para avisar que est mais do que na hora do inverno ir embora.

Aqui v縊 algumas fotos tiradas hoje pela manh...



 Escrito por foxlady às 05h04
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Uma falsa sensa鈬o de liberdade

ノ isso que a gente obtem, morando aqui. Temos liberdade econmica (na medida do possvel) de comprar o que quisermos, desde livros at laptops e parafern疝ias eletrnicas em geral. Temos liberdade de andar livre pelas ruas, de madrugada, sem ter que ficar com aquela neura de cidade grande brasileira, conferindo se algu駑 te segue ou se algu駑 est a sua espreita nas ruelas da vida. mas tudo isso, para n縊 ser perfeito, tem um pre輟. A come軋r que tudo, tudo mesmo, n縊 pode ser feito sem a assinatura do orientador que nos aceitou como bolsistas. Isso vai desde poder fazer um bico qualquer pra arranjar um dindin at o prprio aluguel da casa. E qualquer coisa errada que a gente fa軋, acaba sendo avisada ao seu orientador. Atrasou o aluguel? L vem telefonema. Foi detido na delegacia? Telefonema na certa. Reclamaram que vc faz barulho a noite? N縊 preciso nem dizer. e como se n縊 bastasse as regras impostas aos japoneses que est縊 escritas em japon黌 no contrato que a gente s recebe com o pedido de "assine aqui e n縊 pergunte", existem regras extras para os estudantes estrangeiros:

- n縊 podemos montar repblicas e nem dividir ap com ningu駑 (devemos morar sozinhos, um em cada ap)

- n縊 podemos ter animais de estima鈬o ( quase impossvel encontrar um ap que aceite um animal como c縊 e gato, mas para estrangeiros s縊 expressamente proibidos)

- n縊 podemos receber visitas que fiquem hospedadas em nossas casas (?!)

que droga de liberdade essa?

fora que a sociedade aqui uma coisa difcil de se entender... tem horas que praticamente impossvel de se aceitar. Tipo, eles s縊 muito curiosos. Muito mesmo. Est縊 sempre dando um jeito de vir observar o que a gnete anda fazendo. E se n縊 podem ver, perguntam. Tem um cara aqui no laboratrio que tem a maior cara de pau. ele vinha religiosamente, todo dia, visitar a minha mesa, pra ver o que havia de novo. Muitas vezes as revistas eram motivadas pela minha presen軋 ao computador. pois bem, me mudei de mesa, agora tenho uma mesa atr疽 de mim. Ele continuava a vir, e ficava olhando por detr疽 da mesa. Arumei uma t畸ua no lixo e coloquei de divisria, pra que fosse impossvel de ver o que eu estava fazendo, a n縊 ser que a cara de pau fosse ao m痊imo, de vir at o fim do corredor ver o que eu andava fazendo. Acha que o cara parou? ele come輟u a fingir que vinha ver algo na janela, que fica atr疽 da minha mesa. Coloquei um monte de plantas, um armarinho, pra ver se ele se tocava. o cara fica agora na ponta dos p駸. O horror.



 Escrito por foxlady às 03h33
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